Setembro Amarelo: Prevenção ao Suicídio e Valorização da Vida

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“Uma parte ferida não pode representar um todo” (FUKUMITSU & VALE, p. 72, 2019).

Portanto, ao longo de nossas vidas, viveremos desafios, momentos difíceis e mais sofridos como por exemplo: a perda de alguém importante e especial pra nós (um parente, um amigo/amiga, anima de estimação que amamos), quando encerramos ciclos e temos alguma mudança de vida, de carreira, de cidade, de casa, de escola ou se sofremos algum tipo de preconceito/discriminação, alguma forma de abuso/violências, quando nos sentimos com baixa autoestima, ao nos sentirmos criticados/ofendidos/humilhados por alguém, quando ficamos desempregados, quando terminamos um relacionamento/casamento/separação, dentre outros. Contudo, essas e outras dificuldades e desafios são somente uma parte de nós.

A outra parte que nos compõe são as nossas felicidades/alegrias e bons momentos e sentimentos que igualmente vamos vivenciando ao longo de nossa caminhada pela vida como: viajarmos, praticarmos um esporte/exercício físico ou relaxante de que gostamos, comermos algo que gostamos muito, passarmos um tempo junto de nossa família, amigos, ou ao lado de pessoas que nos fazem bem, rindo, conversando, sorrindo e nos divertindo, quando conquistamos nossos sonhos ou objetivos, quando obtemos superações e realizações, dentre outros.

Então, todos vivemos momentos de altos e baixos em nossas trajetórias, como se vivêssemos em uma montanha russa, onde está tudo bem muitas vezes ficarmos tristes e ou não estarmos bem, desde que possamos falar sobre isso para compreender o que nos acontece, pois afinal como vimos com a pergunta acima, todos teremos momentos difíceis ao longo de nossa história, mas são estes momentos alternados entre bons e não tão bons assim que nos despertam para o quanto somos potentes e o quanto nossa vida é valiosa e importante, nos mostrando que “SE TEM VIDA TEM JEITO” (Karina Okajima Fukumitsu).

Isso nos faz refletir também sobre como lidamos com essas nossas dores e saúdes mentais, nos lembrando que NÃO ESTAMOS SOZINHOS nesses momentos difíceis ou de autocuidado, logo, que não precisamos guardar só para nós nossas tristezas e sofrimentos, pois podemos cuidar das dificuldades e de nossas feridas as acolhendo e compartilhando com alguém, assim como igualmente fazemos quando partilhamos de bons sentimentos e momentos com os outros a nossa volta.

Desse modo, fica claro que assim como permitimos que os bons sentimentos e vivências façam morada dentro de nós e sejam expressos de dentro pra fora, também precisamos dar abrigo, acolhendo e compreendendo essas outras feridas, vivências difíceis e sentimentos considerados não tão bons assim, de raiva, angústia, ansiedades, tristezas, medo, incertezas e outros mencionados acima.

E se para isso precisarmos contar com redes de apoio e ajudas profissionais que ótimo, não deve ser motivo de vergonha porque não é sinônimo de fraqueza, muito pelo contrário, o fato de buscarmos por ajuda, de respeitarmos e acolhermos o que sentimos e vivemos (sendo bom ou não tão bom assim) podendo compartilharmos com uma pessoa em quem confiamos é CORAGEM, É FORÇA e CUIDADO! É simplesmente compreendermos que temos capacidades e limites enquanto seres humanos e que temos o direito de sermos ajudados e de nos permitirmos cuidar de nossas emoções, pensamentos, sentimentos, vivências e de nossa saúde mental e da do outro, assim como cuidamos de nosso corpo e saúde física, mas cuidando igualmente de nossa mente e coração, porque cada um de nós e nossas vidas importam.

E é por estes fatores importantes que a Campanha Setembro Amarelo em Prevenção ao Suicídio e Valorização da Vida, foi criada em 2015 pelo CVV (Centro de Valorização da Vida), Conselho Federal de Medicina (CFM) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), para que possamos a cada passo mais ACOLHER, RESPEITAR E FALAR também sobre o que dói, fere e nos machuca, pois isso É AÇÃO DE PREVENÇÃO E CUIDADO com nós mesmos e com os outros. Também foi instituído em 2003 pela OMS (Organização Mundial de Saúde) o dia 10 de Setembro como sendo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.

Vocês sabiam que, tanto o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de Setembro) quanto o Setembro Amarelo, surgiram devido aos altos índices de casos de suicídio que tem ocorrido nos últimos anos no país e no mundo? Estima-se, segundo dados recentes do CVV (Centro de Valorização da Vida), que 1 brasileiro a cada 45 minutos morre por suicídio e a cada 45 segundos uma pessoa no mundo falece por suicídio. Mesmo sendo números e dados que nos assustam bastante, também gritam e nos despertam para a importância de falarmos e compreendermos sobre o suicídio e do cuidado com a nossa saúde mental, enquanto prevenção e valorização da vida.

A partir disso, verifica-se que esta é uma questão emergencial e real, o suicídio não é frescura e precisa ser mais debatido, compreendido e acolhido por cada um de nós com respeito e empatia sim sem julgamentos, pois afinal o objetivo da campanha e do dia mundial de prevenção ao suicídio é justamente esse, de alertar e conscientizar as pessoas sobre a importância de conversarmos sobre o que se pensa e sente, enquanto um primeiro passo a fim de gerar informação, orientação e prevenção em cuidado com nós mesmos, com os outros e nossas saúdes mentais/emocionais, pois #JuntosSomosMaisFortes.

O suicídio tem a ver com uma tentativa do sujeito que sofre de acabar com a dor que sente e carrega consigo em um momento de intensa angústia, desamparo e desespero por não mais saber o que fazer para lidar com aquele sofrimento que o invade e não sendo tentativa de acabar com a sua vida em si.

No entanto, nem sempre quem sofre sabe ou percebe que este não é o melhor caminho/solução e é por isso que nos cabe conversar e orientar as pessoas sobre ser uma solução possível o FALAR e o COMPARTILHAR do que sentimos, pensamos e vivemos, como também BUSCARMOS AJUDA (de amigos, familiares, figuras religiosas, professores, educadores, pessoas em quem confiamos e principalmente de profissionais de saúde como psiquiatras e psicólogos), pois assim como temos capacidades enquanto seres humanos, também temos limites e não daremos conta de tudo sozinhos e tudo bem.

Por isso contar com redes de apoio é um caminho possível e importante, assim como o falar sobre nossas feridas, pois assim nos permitimos ao autocuidado, a nos acolhermos e nos abraçarmos de dentro para fora, a fim de nos fortalecermos e caminharmos juntos em busca de outras possibilidades e resoluções em meios aos desafios, caos, momentos de dúvidas, de conflito, de dor, de sofrimento e de situações difíceis que vivemos.

Lembremos que somos superações, pois se estamos aqui hoje, significa que já superamos e passamos por outros momentos tão sofridos ou de dificuldades quanto o que possamos estarmos passando hoje, logo, somos capazes e por isso somarmos forças, como num time de futebol, é essencial para darmos novos sentidos e significados para aquilo que vivemos (de bom ou de nem tão bom assim) em nossa trajetória.

 “Nada poderá destruir você, desde que conheça sua história e alimente a sua jornada. Você precisa se reconhecer, pois é a partir desse autoconhecimento que poderá se acolher tal como é” (Fukumitsu & Vale, p. 82, 2019).

Com isso, podemos perceber e compreender que, acolher a nós e ao outro em seus sofrimentos e as nossas saúdes mentais é fundamental não só nesse mês de setembro mas sempre, pois todo dia é dia de falarmos sobre prevenção ao suicídio, sobre o que nos machuca, sobre o que sentimos, sobre caminhos e possibilidades e principalmente sobre vida e formas de autocuidado, pois se não encontrarmos formas saudáveis e ajudas profissionais qualificadas de nos auxiliar a melhor caminhar em momentos difíceis, adoeceremos.  

Frente a isso, como fazemos então para ajudar a nós mesmos ou aos outros que sofrem e onde podemos buscar por ajuda qualificada? Vejamos a seguir....

  • SE EU ou ALGUÉM QUE CONHEÇO PENSA EM SUICÍDIO, O QUE DEVO FAZER?​

Fazendo o que estamos realizando aqui hoje juntos: refletindo, falando, comunicando, orientando, acolhendo, sentindo, expressando/compartilhando o que se pensa, sente e vive e buscando por ajuda em redes de apoio emocional qualificadas.

Olá Educandos (as) CCA PROVIM, CEDESP Bom Retiro e CEDESP Vila Paulistana, suas famílias e demais seguidores, como vocês tem passado? Torço para que bem... Quantas saudades de todos vocês!

Olha eu por aqui de novo, trazendo mais um conteúdo e informações importantes para o nosso cantinho especial da Coluna Semanal “Conversando sobre Saúde Mental no IDB”.

Aproveitando que o mês de Setembro se iniciou, hoje venho conversar com vocês a fim de principalmente conscientizá-los sobre um tema bastante amplo e fundamental que começa hoje entre nós, mas que não termina aqui, muito pelo contrário.

Afinal, vocês sabem o que acontece nos últimos anos nesse mês de SETEMBRO?  Isso mesmo, para quem falou A CAMPANHA SETEMBRO AMARELO acertou, mas para quem não sabia, agora já sabe e vai poder entender melhor e conhecer um pouquinho mais do que se trata essa campanha tão essencial a todos nós, então vamos juntos?!

Para iniciarmos essa temática, nos farei a seguinte pergunta de reflexão (se perguntem e respondam por aí, que eu farei o mesmo por aqui, combinado?): “Vocês já sentiram em algum momento da vida certa CULPA, RAIVA, TRISTEZA, SOLIDÃO, SENSAÇÃO DE ABANDONO, MEDO, ANGÚSTIA, SOFRIMENTO, FRUSTRAÇÃO/DECEPÇÃO, FALTA DE PERTENCIMENTO, NÃO SABEREM O QUE FAZER? Caso a resposta de vocês tenha sido SIM, também como foram as minhas, podemos perceber que todos somos seres humanos, não robôs e portanto já sentimos, experimentamos ou vivenciamos algumas destas emoções ou pensamentos considerados não tão bons assim em alguma fase de nossas vidas até aqui, não é mesmo? Essas são apenas algumas partes de nossa existência, pois temos várias outras partes que formam o TODO que CADA UM DE NÓS SOMOS.

Foto: Educandos do CEDESP Vila Paulistana em dinâmica chamada: Caixinha Amarela - Valorizando a Vida no ano de 2018 durante campanha para o mês.

  • Portanto:

- O primeiro passo é: FALAR sobre isso em orientação e prevenção, pois quanto maior conhecimento de qualidade obtivermos, maiores possibilidades de ajuda e cuidado com nossos sentimentos e vivências, você e outra pessoa poderão ter.

- Segundo passo é: OUVIR, ACOLHER, RESPEITAR e PROCURAR AJUDA QUALIFICADA!

- Terceiro passo: se atentar aos fatores de risco e sinais de alerta de possíveis indicações de pensamentos suicidas, de adoecimento e ou de que a saúde mental sua e do outro esteja afetada, através da identificação e observação de comportamentos que podem ter se modificando com o tempo em você mesmo ou no outro.

  • Para isso, é importante encontrarmos espaços, locais e pessoas de confiança ou qualificadas a nos ajudarem nesses momentos difíceis e de maior sofrimento existencial, estes podemos chamar de Redes de Apoio Emocional, tais como:

  • Dentre outros locais, instituições e profissionais da saúde qualificados existentes para te ouvir, acolher e auxiliar em qualquer momento em sua caminhada pela vida. Abaixo, seguem demais materiais como cartilhas do Ministério da Saúde e outras confeccionadas pelo CVV, assim como também links com contatos de psicólogos e instituições a quem vocês podem recorrer sempre enquanto rede de apoio, seja em momentos difíceis ou não, principalmente agora em tempos de pandemia. Então se você ou alguém que conhece precisa de ajuda, agora já saberá onde encontrar e com quem contar/falar:

 

  • Cartilhas e Informações:

 

 

 

 

 

 

  • Redes Sociais/Mídias informativas:  Vitalk (@oivitalk), Vita Alere (@vitaalere)

 

 

  • Redes de Apoio:

 

  • Links de Profissionais e Instituições de Saúde oferecendo atendimentos psicológicos gratuito ou por valores sociais/acessíveis nesse período de pandemia:

- https://vitaalere.com.br/servicos-de-atendimento-apoio-psicologico-online-e-gratuito/

- https://mapasaudemental.com.br/atendimento-online-para-todos-os-publicos/

- https://mapasaudemental.com.br/atendimento-online-para-grupos-especificos/

- https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/atencao_basica/index.php?p=204204  (CAPS)

Para finalizarmos:

LEMBRE-SE: Pensar em suicídio NÃO É: fraqueza, coragem, egoísmo, falta de Deus ou de fé. Suicídio tem a ver com um intenso sofrimento, desamparo e desespero nosso ou de outra pessoa que merece ser respeitado, acolhido, ouvido e ajudado. Para tanto, é necessário COMPREENSÃO, então não julgue e sim ajude a valorizar a vida, seja a sua ou a do outro, pois suas vidas importam e suas saúdes mentais/emocionais também e se seguirmos juntos nessa ação de prevenção e cuidado e irmos em busca de ajuda, sairemos sempre mais fortes, pois quando pedimos ajuda, cada um de nós tem o direito de: ser escutado, respeitado, levado a sério, direito de falar em privacidade sobre você mesmo e ou sobre sua situação e ter o seu sofrimento acolhido em um local/por uma pessoa ou serviço de saúde qualificado ou em quem possam confiar.

“Quem está longe julga, quem está perto compreende”

 (Karina Okajima Fukumitsu)

Observação: Quem quiser ter um bate-papo em particular comigo (Psicóloga do IDB), é só entrar em contato com sua coordenação ou educadores e marcaremos um horário para que essa nossa conversa aconteça!

Até a semana que vem! Se cuidem.

Monique Lowczyk Carvalho (Psicóloga CRP: 06/131862)

Veja as palavras que encontrará: 

Texto e Fotos: Instituto Dom Bosco São Paulo - SP 


 

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