Coluna Semanal: Conversando sobre Saúde Mental no IDB

TEMA: “TRISTEZA, DEPRESSÃO E SUICIDIO - Por que se calar, se o falar é tão importante?”

Olá pessoal? Como vocês tem passado?

Seguindo com carinho e atenção a proposta da Campanha Setembro Amarelo, mesmo agora já entrando no mês de outubro, hoje para somar com a nossa Coluna Semanal: “Conversando sobre Saúde Mental no IDB”, nossa reflexão será sobre: “Tristeza, Depressão e Suicídio – Por que se calar, se o falar é tão importante?”

Para iniciarmos essa nossa importante reflexão, primeiramente se faz essencial nos aproximarmos da tristeza e da depressão, para que através de informações claras e conscientes, possamos melhor compreendê-las, diferenciá-las e consequentemente saber como lidar com elas, as identificando e sabendo quando e onde podemos buscar por ajudas profissionais qualificadas e contarmos com redes de apoio efetivas.

Assim, reforçando o cuidado com nós mesmos, com o outro e nossas saúdes mentais, com mais qualidade, gentileza e carinho, afinal, termos empatia, escuta e acolhimento, faz toda a diferença, porque é simplesmente nos permitirmos cuidar de nós de dentro pra fora, o que é muito importante.

Quem nunca teve dúvidas se tristeza e depressão seriam a mesma coisa? Por vezes confundimos ambos os quadros, até mesmo podendo achar que sejam de fato a mesma coisa, isso devido à falta de informações e orientações qualificadas que temos sobre estes.

Então, o primeiro esclarecimento que nos faço nesse sentido é que DEPRESSÃO E TRISTEZA SÃO DIFERENTES.

  • A seguir, compartilharei com vocês de um quadro resumido, que nos auxilia a diferenciar a tristeza da depressão, para que possamos melhor identificá-las e entendê-las, a fim de agirmos a favor de nosso cuidado e bem estar, sempre que necessário.

            

 

 

 

 

 

 

 

Podemos compreender então, que a tristeza é uma emoção natural e comum de ser experimentada e sentida por todos nós seres humanos ao longo das várias fases de nossa vida, ou até mesmo vista como um sintoma em consequência de algum acontecimento negativo que possa ter nos afetado e despertado um sofrimento em nós. Desse modo, ela não deve ser percebida como uma doença, pois todo mundo em algum momento da vida já chegou a se sentir triste ou teve pensamentos considerados mais negativos e não tão bons assim, mas que foi só uma sensação que logo passou, certo?

Portanto, quando é apenas uma emoção de tristeza que estamos sentindo, ela passa, já no caso de desenvolvermos uma depressão, esse estado de sofrimento intenso não passará assim tão rápido e nem sem a ajuda de tratamento médico e psicológico qualificado, podendo permanecer conosco por dias, meses e até anos se não for identificada com atenção e cuidado e, consequentemente, impactará de forma bastante negativa nosso desenvolvimento, relacionamento com nós mesmos e com os outros, todos nossos setores de vida (trabalho, pessoal, social, espiritual, saúde) como também em nossa forma de agir, sentir, pensar e ser no mundo.

Quando falamos de saúde mental e principalmente de depressão, parece que ninguém nos escuta, compreende ou demonstra devida importância para o que estamos vivendo, sentindo ou pensando, não é mesmo?

Isso ocorre, pelo simples fato de muitas pessoas, por causa de mitos e preconceitos que ainda existem, acreditarem, enxergarem e dizerem coisas de caráter negativo em torno da depressão e tristeza, sem perceberem o quanto essa falta de conhecimento em torno desses quadros importantes, podem afetar as pessoas que sofrem com eles e que realmente possam precisar de escuta, apoio e ajuda profissional para conseguirem melhor lidar com suas dores e situações difíceis que vivenciam.

Quando há o desconhecimento sobre o que é, quais são seus sintomas e quais as causas que levam alguém a sentir tristeza ou a desenvolver de fato uma depressão, podem acabar sedo ditas e transmitidas informações falsas (“fake News”), aumentando os mitos e preconceitos em torno delas, o que que acaba dificultando muito no oferecimento de escuta, ajuda e acolhimento a quem precisa, pois ao invés de auxiliarem o outro que sofre, podem acabar fazendo com que as pessoas em sofrimento se sintam ainda mais pra baixo (baixa autoestima), mais culpados por estarem em determinadas situações de sofrimento, se sintam incapazes, incompreendidos e principalmente que venham a ter uma sensação de não terem espaço para que suas vozes sejam ouvidas, acolhidas e compreendidas, em meio a sofrimentos existenciais intensos.

Tudo isso, simplesmente por desinformação e preconceito, que geram alguns dos mitos sobre a depressão ser: frescura/drama, falta de Deus/fé, para chamar a atenção, preguiça/falta do que fazer, falta de serviço, dentre outros compartilhados socialmente.

Quando na verdade, a depressão não é nada disso, muito pelo contrário, como vimos brevemente acima, depressão não é um simples sentimento de tristeza, A DEPRESSÃO É UMA DOENÇA séria e que se não puder ser identificada, acolhida e cuidada com auxílio de profissionais da saúde como psicólogos e psiquiatras, ela pode levar até mesmo a pessoa ao suicídio.

“Segundo a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), a depressão lidera o ranking das causas de suicídio no Brasil”. (Informações retiradas de @oivitalk no Instagram)

 

  • Mas afinal, o que é a DEPRESSÃO?

A Depressão é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como sendo “o mal do século” na atualidade, pois como percebemos acima, ainda há muitos preconceitos e mitos em torno dessa doença que tem afetado intensamente a população no brasil e no mundo, principalmente a saúde mental, bem-estar e qualidade de vida das pessoas.

Essa doença, pode atingir todas as idades, desde as crianças até os idosos, independente da condição social ou estilo de vida que a pessoa possui. Ela não afeta somente o humor e o psicológico/emocional das pessoas, mas também interfere nas relações pessoais e sociais que temos com nós mesmos e com os outros (amigos, familiares, colegas de trabalho), em nossas atividades diárias/de rotina e pode ainda se manifestar através de nosso corpo, com sinais de alerta através de sintomas físicos dos mais diversos, como veremos adiante.

A faixa etária dos 18 aos 29 anos é a mais afetada pela depressão” (Informações retiradas de @oivitalk no Instagram)

Por isso, se faz a cada passo mais importante conhecermos e transmitirmos orientações claras, verdadeiras e precisas sobre essa doença, criando espaço para falarmos sobre ela e para que haja uma maior conscientização, prevenção, proteção e autocuidado por parte da população.

  • Então agora, vamos conhecer um pouco mais dos sinais, características e sintomas da depressão?

 

 

  • E quais seriam os possíveis gatilhos, causas e situações que podem aumentar as chances de levar uma pessoa a desenvolver depressão, vocês sabem?

 

Destaco aqui alguns deles:

a) momentos de estresse, de pressão ou cobrança (por parte da própria pessoa ou de outras pessoas e ambientes dos quais fazemos parte); b) ao se isolarem muito por algum motivo ou terem frequentemente sentimentos de abandono ou solidão; c) Mudanças intensas na rotina (trabalho, em casa, na família); d) não fazer nenhuma atividade física ou relaxante (que cause maior sensação de bem estar, então movimentar o corpo de algum modo que lhe agrade pode ser importante); e) Encerramento de ciclos/de fases da vida, de relacionamentos; f) perder emprego ou morte de familiares e pessoas próximas/queridas; g) brigas constantes na família, no trabalho ou na convivência com outras pessoas; h) relacionamentos abusivos; i) situações mais difíceis que passamos ao longo de nossa caminhada pela vida, com as quais não sabemos como lidar ou reagir e que nos causam desespero e nos impedem de agir de modo positivo/saudável e nos paralisam num primeiro momento; j) não compartilhar o que se sente, vive e pensa com outras pessoas e não acolher as próprias emoções (sejam elas boas ou não tão boas assim); k) estar afastado/separado/distante de pessoas que você gosta; L) mudança de escola, casa, bairro ou cidade; m) deixar de fazer coisas que te interessem, que você goste e que te tragam satisfação e bem estar; dentre outros.

Portanto, ninguém escolhe estar com depressão!

Por isso, se você ou alguém que você conheça sentir ou te dizer que para ela está sendo muito difícil de sair da cama a dias ou meses, preste atenção; se você ou alguém diz querer ficar sozinho, preste atenção porque pode ser o momento que vocês mais estejam precisando de ajuda. Se você ou alguém que conhece não estiver bem por estar passando por algum problema, sofrimento ou situação difícil, preste atenção, escute e acolha essa pessoa ou a si mesmo, afinal, como vimos nessa reflexão de hoje, tudo bem muitas vezes não estarmos bem e tristes, são reações normais e comuns a nós.

Logo, assim como igualmente experimentamos as boas sensações e emoções que vamos tendo na construção de nossa história, que saibamos abrigar as vivências, sentimentos e pensamentos considerados não tão bons também, enquanto sendo sinais de alerta para nós de que algo precisa ser melhor cuidado ou repensado pelo bem de nossa saúde mental e física, para que tenhamos qualidade de vida.

Então já sabe, fique atento a frequência e período em que duram seus sintomas, sentimentos, sensações e pensamentos mais negativos, pois essa pode ser uma chave bastante importante para te direcionar a melhores portas de autocuidado e prevenção, e o mais bacana é saber que podemos contar com profissionais da saúde como psicólogos e psiquiatras sendo parceiros nessa caminhada, pois não estamos sozinhos, por isso, não se automedique, tratamentos e acompanhamentos qualificados devem ser sempre indicados por especialistas.

Se cuide de dentro pra fora, com gentileza e autocompaixão, cuide do outro com empatia, carinho e respeito, não só em setembro ou outubro, mas sim em todos os outros meses e dias, pois VOCÊ E SUA VIDA IMPORTAM e o cuidado com suas saúdes mentais também, então abrace diariamente em prevenção e autocuidado a quem você é!

                                                      Até a semana que vem em nossa próxima temática da Coluna Semanal “Conversando sobre Saúde Mental no IDB”. Beijo e saudades de todos! Monique Lowczyk Carvalho (CRP 06/131862)

 

  • DICA SEMANAL:

  1. Proponho que reflitam sobre a seguinte pergunta “O que faz vocês se sentirem VIVOS e sentirem que a sua vida é tão importante como a de qualquer outra pessoa?”;

 

  1. Plano de Ajuda: em seguida, sugiro a seguinte atividade denominada “plano de ajuda”(retirada da Cartilha “Prevenção do Suicídio na Internet”: http://www.safernet.org.br/site/themes/sn/sid2017/resources/AF_cartilha_adolescentes_18_09.pdf), já que a partir de nossa reflexão acima, pudemos compreender a importância do autocuidado e de acolhermos tanto momentos, sentimentos e pensamentos bons, quanto os não tão bons assim, em prevenção e cuidado com as nossas saúdes mentais, físicas e qualidade de vida e com as dos outros. Para isso, nada melhor do que navegarmos em busca de nós mesmos (autoconhecimento mínimo) e dos motivos pelos quais acreditamos que vale a pena viver.
     

O objetivo dessa atividade é conseguirmos perceber quais ferramentas internas e estratégias temos e podemos nos utilizar para melhor lidarmos com momentos difíceis e igualmente nos lembrarmos que não somos somente esses momentos de sofrimento, pois eles são apenas parte do todo que somos, buscando ainda identificar sonhos e momentos felizes que você já viveu, com quem você pode contar, pessoas que se importam com você e te ajudam sempre que precisa e se permitir descobrir por um momento também, quais sonhos ainda queremos realizar e pensar em como faremos em ações, ao longo de nossa jornada, para alcançá-los.

Para ajudar vocês nessas reflexões e identificações da atividade, segue abaixo um exemplo de tabelinha com itens importantes de perguntas para que vocês possam pensar e escrever sobre elas e depois guardar com vocês para que nos momentos em que não estiverem se sentindo bem, possam recorrer a SUA TABELINHA DE PLANO DE AJUDA para saberem o que podem melhor fazer e se lembrando de pontos positivos que possam auxiliar vocês também nesses momentos.

E aí, quem topa fazer?

 

TABELINHA MODELO – PLANO DE AJUDA:

 

 

  • INFORMES:

 

 

 

 

Lembre-se: Se você educando(a) ou familiar, quiserem conversar em particular comigo (Psicóloga IDB), peço por gentileza que entre em contato com a sua coordenação ou educadores, para que possamos marcar e fazer com que essa conversa aconteça!

*Caso não seja educando (a) ou famílias, mas queira ou precise de uma ajuda profissional qualificada de um psicólogo ou psiquiatra, seguem alguns links possíveis de redes de apoio que podem contar em ajuda em momentos difíceis (sites onde constam alguns profissionais e ou instituições que neste momento de pandemia e isolamento social estão realizando atendimentos ou acolhimentos psicológicos on-line e gratuitos. Portanto, se precisar de ajuda não pense duas vezes, procure e conte com a ajuda de algum destes profissionais da saúde, pois afinal, como vimos na matéria de hoje, nos cuidar é importante e faz toda a diferença!):

- https://mapasaudemental.com.br/wp-content/uploads/2020/08/Mapa-Sau%CC%81de-Mental_cartilha.pdf

- https://vitaalere.com.br/servicos-de-atendimento-apoio-psicologico-online-e-gratuito/

- https://mapasaudemental.com.br/atendimento-online-para-todos-os-publicos/

- https://mapasaudemental.com.br/atendimento-online-para-grupos-especificos/

- https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/saude/atencao_basica/index.php?p=204204

 

  • CURIOSIDADES:

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Texto: Instituto Dom Bosco São Paulo - SP | Foto: Reprodução 


 

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